Revestimento epóxi para diques de contenção: como evitar ataques químicos, corrosão e abrasão

Autor Jozivaldo da Silva

Última atualização em 24/09/2026

Piso de dique de contenção com revestimento epóxi cinza, suportes de tanque revestidos e grelha de drenagem ao fundo.

Conteúdo técnico produzido por Jozivaldo da Silva, Engenheiro Químico da Quimatic.

Resumo: Diques de contenção danificados por corrosão, ataque químico ou abrasão nem sempre precisam ser reconstruídos. O revestimento epóxi de alto desempenho, como a linha Plasteel da Quimatic, recupera estruturas de concreto e alvenaria, desde que o substrato seja avaliado e preparado. A escolha do sistema depende do produto químico, da temperatura de operação, do mecanismo de desgaste e do tempo disponível para manutenção.

Os diques de contenção são barreiras construídas ao redor de tanques e equipamentos industriais para conter os vazamentos e evitar a contaminação do solo e de outras áreas da instalação. Essas estruturas são fundamentais para a segurança e o meio ambiente de instalações que armazenam produtos químicos, combustíveis, ácidos, álcalis e outros líquidos potencialmente agressivos. Em caso de vazamento, transbordamento ou ruptura, contêm o líquido e impedem que o produto alcance o solo, sistemas de drenagem e outras áreas da instalação.

Mas o que fazer quando a estrutura do dique apresenta problemas? O uso de revestimento epóxi é uma alternativa para proteger e impermeabilizar diques e bacias de contenção contra corrosão, ataques químicos, degradação do cimento por infiltrações e desgaste. A solução contribui para aumentar a durabilidade da estrutura e facilitar futuras intervenções de manutenção.

Conforme o sistema especificado, essa tecnologia se aplica sobre diferentes substratos, como concreto e alvenaria. Antes da aplicação, porém, é preciso avaliar as condições ideais da superfície para cada substrato, o produto químico envolvido, sua concentração, a temperatura de operação e o mecanismo de desgaste predominante.

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Por que a integridade do dique é tão importante?

A integridade do dique é tão importante quanto a do próprio tanque que ele cerca. Assim, problemas localizados, como microfissuras, porosidade, trincas, corrosão e desgaste provocado por efluentes agressivos, podem comprometer a capacidade de contenção da estrutura.

Sem proteção adequada, um dique deteriorado pode permitir infiltrações, aumentar o risco de contaminação ambiental e gerar custos relacionados a manutenção corretiva, adequações e paradas não programadas.

Por isso, a manutenção preventiva merece atenção. Quando a estrutura existente ainda apresenta condições de recuperação, a aplicação de um sistema de revestimento é uma alternativa à reconstrução completa, desde que sua integridade seja previamente avaliada.

Além disso, a realização de intervenções localizadas reduz o impacto da manutenção sobre a operação industrial, sempre considerando os requisitos de segurança, preparação da superfície e tempo de cura do sistema especificado.

Piso de concreto sem revestimento em bacia de contenção, com líquido acumulado e manchas de desgaste nos blocos de apoio.

Concreto sem proteção em bacia de contenção, com sinais de desgaste após contato prolongado com líquido.

Quais são as alternativas para proteger diques de contenção?

As indústrias utilizam, geralmente, diferentes soluções para construir ou proteger diques e bacias de contenção. Entre elas estão estruturas de concreto e alvenaria, sistemas com polímeros, laminados de fibra de vidro, revestimentos de borracha, poliureia e revestimentos epóxi.

Nesse sentido, a escolha não deve considerar apenas o preço inicial. Compatibilidade química, temperatura, resistência mecânica, condição do substrato, abrasão, facilidade de manutenção e tempo disponível para execução também precisam entrar na avaliação.

Entre as alternativas disponíveis, os revestimentos epóxi de alto desempenho protegem estruturas existentes sem a necessidade de substituí-las integralmente.

A linha Plasteel, da Quimatic, reúne diferentes formulações para situações que envolvem corrosão, ataque químico, abrasão, cavitação e temperaturas elevadas.

Concreto e alvenaria sem revestimento x revestimento epóxi

O concreto e a alvenaria formam a estrutura básica de muitos diques, mas apresentam porosidade e podem sofrer deterioração quando expostos continuamente a produtos químicos agressivos.

A presença de contaminantes, umidade, fissuras e partes deterioradas também pode comprometer a aderência de um novo revestimento. Em estruturas antigas, a recuperação pode se tornar difícil e, em alguns casos, inviável, quando o contaminante penetrou profundamente na matriz porosa do concreto. Nesses casos, é necessário remover material até encontrar concreto não contaminado e mecanicamente resistente. Por esse motivo, é aconselhável avaliar o substrato antes da aplicação do revestimento.

Nesse cenário, um revestimento epóxi adequado ao ambiente de exposição forma uma barreira de proteção sobre o substrato, reduzindo o contato direto do concreto ou da alvenaria com agentes agressivos e contribuindo para a impermeabilização da superfície.

Quando a estrutura apresenta condições adequadas de recuperação, essa abordagem evita uma demolição completa e reduz o impacto da manutenção.

Plásticos e polímeros x revestimento epóxi

Diques ou sistemas de contenção fabricados com materiais poliméricos oferecem impermeabilidade e resistência a determinados produtos químicos. Entretanto, o desempenho depende do tipo de polímero, da formulação e das condições de operação.

Também é preciso avaliar fatores como temperatura, resistência mecânica, deformação e compatibilidade química.

Nesses casos, em uma estrutura existente de concreto ou alvenaria, o revestimento epóxi é uma alternativa de recuperação sem a necessidade de substituir toda a estrutura. O sistema se aplica sobre o substrato previamente preparado, conforme as recomendações técnicas do produto.

Fibra de vidro em sistemas laminados x revestimento epóxi

Indústrias utilizam sistemas laminados com fibra de vidro em determinadas aplicações de proteção química. Entretanto, seu desempenho depende da combinação entre fibra, resina, espessura, preparação do substrato e método de aplicação.

Entre os pontos a considerar estão a possibilidade de desplacamento, formação de trincas e dificuldade de inspeção ou reparo de determinadas regiões do laminado.

No caso dos revestimentos epóxi, a aplicação forma uma camada contínua de perfeita adesão sobre o substrato. Dependendo do produto e da condição da superfície, é possível realizar reparos localizados diretamente na área afetada, seguindo os procedimentos recomendados pelo fabricante.

Borracha vulcanizada (rubber lining) x revestimento epóxi

O revestimento com borracha vulcanizada apresenta bom desempenho em aplicações específicas, mas sua especificação e instalação dependem das características do produto químico, temperatura, geometria e condições de operação.

O processo também pode exigir mão de obra especializada e procedimentos específicos para instalação e reparo.

Já determinados revestimentos epóxi se aplicam e curam em temperatura ambiente, sem necessidade de processos de pós-cura térmica. Essa característica facilita intervenções em campo e reduz o impacto da manutenção, desde que o sistema seja compatível com as condições da aplicação.

Poliureia x revestimento epóxi

A poliureia apresenta como uma de suas características a cura rápida e é uma alternativa interessante em aplicações que exigem velocidade de execução. Por outro lado, sistemas de poliureia normalmente dependem de equipamentos específicos e mão de obra especializada para a aplicação, e sua resistência química e térmica varia de acordo com a formulação.

Em determinadas aplicações sobre concreto, também é necessário controlar rigorosamente a umidade do substrato e as condições de aplicação para evitar problemas de aderência ou formação de bolhas.

Os revestimentos epóxi, por sua vez, têm aplicação fácil e, com treinamento, a própria equipe de manutenção pode aplicá-los. Além disso, apresentam diferentes formulações para situações que vão desde proteção contra corrosão e produtos químicos até ambientes de elevada temperatura. A escolha deve ser feita de acordo com as características do processo, e não apenas pelo tipo genérico de revestimento.

Tabela comparativa: revestimento epóxi x alternativas para diques de contenção

Tecnologia Principais vantagens Principais pontos de atenção
Concreto/alvenaria sem revestimento Estrutura robusta e amplamente utilizada Porosidade, fissuras, absorção e suscetibilidade ao ataque químico
Plásticos/polímeros Impermeabilidade e resistência a determinados produtos Compatibilidade química, temperatura, deformação e resistência mecânica
Fibra de vidro Boa resistência química em sistemas adequadamente especificados Depende da combinação fibra/resina, espessura, aplicação e condição do substrato
Borracha vulcanizada Boa resistência em aplicações específicas Especificação, instalação e reparos podem exigir procedimentos especializados
Poliureia Cura rápida e elasticidade em determinadas aplicações Exige equipamentos específicos; desempenho químico e térmico varia conforme o sistema
Linha Plasteel (Quimatic) Diferentes formulações para corrosão, ataque químico, abrasão e temperatura A escolha depende do produto químico, substrato, temperatura e mecanismo de desgaste

O que avaliar antes de especificar o revestimento do dique?

Antes de definir a resina ou o revestimento anticorrosivo para o dique ou bacia de contenção, é importante mapear as principais variáveis da operação.

Fluido armazenado e concentração

O primeiro ponto é o produto que ficará em contato com a superfície. Ácidos, bases, solventes, hidrocarbonetos e agentes oxidantes apresentam características químicas diferentes e podem provocar mecanismos distintos de degradação.

Por isso, um revestimento indicado para determinada substância e concentração não atende automaticamente a outra aplicação. É preciso verificar a compatibilidade química considerando concentração, tempo de contato e eventual exposição à fase de vapor.

Temperatura de operação

A ABNT NBR 17505, estabelece requisitos para o armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis e contempla critérios relacionados aos sistemas de contenção por diques em torno de tanques. Esses requisitos reforçam a importância de manter a integridade e a estanqueidade dessas estruturas de segurança.

Nesse contexto, a temperatura interfere diretamente no desempenho do revestimento. A análise deve considerar tanto a temperatura de exposição contínua quanto eventuais picos térmicos e variações bruscas durante o processo.

Assim, essas condições afetam a aderência e a durabilidade do sistema. Quanto mais severo for o ambiente de operação, mais importante é selecionar um revestimento cuja resistência térmica esteja de acordo com a aplicação.

Condição e tipo de substrato

Não basta escolher um revestimento de alta resistência. A superfície que receberá o produto precisa estar preparada adequadamente.

Em concreto e alvenaria, é preciso avaliar fatores como porosidade, umidade residual, resistência superficial e presença de contaminantes. A maioria dos diques tem estrutura de concreto com paredes de alvenaria. Estruturas em aço são mais raras e aparecem principalmente em contenções de menor volume. Quando é o caso, a preparação da superfície segue sendo fundamental para a aderência do revestimento.

Em geral, o jateamento abrasivo, quando especificado, cria o perfil de rugosidade necessário para favorecer a ancoragem mecânica do revestimento. O grau de preparação e o perfil de rugosidade devem seguir a especificação do sistema escolhido e as recomendações técnicas aplicáveis.

Tipo de desgaste

Cada instalação industrial apresenta desafios diferentes. Em algumas situações, o principal problema é o contato permanente com produtos químicos agressivos. Em outras, o revestimento precisa resistir também à abrasão provocada pela passagem de efluentes, partículas e materiais sólidos.

Há ainda ambientes em que os dois mecanismos ocorrem simultaneamente. Identificar o mecanismo de desgaste predominante ajuda a selecionar uma solução adequada à realidade da instalação.

Tempo disponível para a manutenção

Em uma indústria, cada hora de parada pode representar perda de produtividade e aumento dos custos operacionais. Por isso, o tempo disponível para executar a manutenção também deve entrar na escolha do revestimento.

Quando a janela de parada é curta, soluções que permitem aplicação prática e cura em condições ambientes facilitam a execução do serviço e reduzem o tempo necessário para a intervenção, desde que sejam respeitados os procedimentos e prazos de cura recomendados.

Custo ao longo da vida útil

O preço do revestimento é apenas uma parte da conta. Para definir a solução mais adequada, é importante considerar o custo total de propriedade, ou TCO (Total Cost of Ownership).

Além do preço de aquisição, a análise deve incluir preparação da superfície, aplicação, mão de obra, necessidade de novas intervenções, frequência das manutenções e tempo de parada da operação.

Uma solução com maior durabilidade oferece melhor custo-benefício no longo prazo ao reduzir a frequência das intervenções e contribuir para aumentar a vida útil da estrutura protegida.

Quais produtos Plasteel podem ser usados em diques e bacias de contenção?

Com mais de 45 anos de atuação, a Quimatic desenvolve e fabrica no Brasil soluções para manutenção industrial. A linha Plasteel reúne revestimentos e compostos epóxi destinados a diferentes condições de exposição, desde proteção contra corrosão e agentes químicos até abrasão e temperaturas elevadas.

Por isso, a escolha do produto deve considerar a condição específica do dique, o substrato, o fluido armazenado, a concentração, a temperatura e o mecanismo de desgaste.

Além do desempenho técnico, a facilidade de aplicação também é um diferencial da linha. A maioria dos produtos Plasteel se aplica com trincha, rolo ou pistola, sem exigir equipamentos específicos, o que simplifica a execução mesmo em pontos de difícil acesso do dique. Os sistemas também aceitam reparos localizados e é possível reaplicá-los sobre uma área já revestida, inclusive quando o revestimento anterior é de outra tecnologia, desde que a superfície esteja limpa, bem aderida, firme e compatível com a nova aplicação.

Produtos indicados para diques e bacias de contenção

  • Plasteel Cerâmico Pintável Azul. Revestimento epóxi bicomponente com carga cerâmica, indicado para proteção contra corrosão, ataque químico, desgaste e cavitação. Suporta temperaturas de até 90°C contínuos, com picos de 120°C.
  • Plasteel Alta Resistência Química. Revestimento epóxi com carga cerâmica desenvolvido para ambientes sujeitos a ataques químicos severos, incluindo ácidos e solventes. Apresenta resistência térmica de 90°C em regime contínuo e 120°C de forma intermitente.
  • Plasteel Cerâmico Espatulável. Massa epóxi de alta viscosidade indicada para reconstrução de superfícies com desgastes profundos, crateras e cavidades antes da aplicação do revestimento final.
  • Plasteel Titanium. Resina epóxi reforçada com titânio, indicada principalmente para reparos que exigem elevada resistência mecânica e recuperação dimensional. Suporta 175°C contínuos e picos de até 200°C.
  • Plasteel Diamantado. Revestimento epóxi de alta resistência à abrasão, desenvolvido para proteger superfícies submetidas ao desgaste intenso provocado por minérios, grãos, cimento, carvão e outros materiais abrasivos. Também apresenta resistência a erosão e cavitação.
  • Plasteel Alta Temperatura. Revestimento epóxi Novolac indicado para ambientes que combinam ataque químico e temperaturas elevadas. Suporta 200°C em regime contínuo e picos de até 250°C, com cura em temperatura ambiente.
  • Plasteel Cerâmico Pintável Branco. Revestimento epóxi atóxico, com acabamento vitrificado e aprovação para contato com alimentos conforme as Resoluções 51 e 52 da ANVISA. Atende aplicações que exigem superfície de fácil higienização e proteção contra agentes químicos.
Aplicação de Plasteel Alta Temperatura no piso de bacia de contenção, junto a uma bomba, em área com ácido sulfúrico.

Plasteel Alta Temperatura protege o piso da bacia de contenção do desgaste causado pelo contato com ácido sulfúrico.

Onde aplicar revestimentos Plasteel em diques de contenção?

A variedade de formulações permite avaliar aplicações em diferentes segmentos industriais, sempre de acordo com as características do processo e a compatibilidade do sistema escolhido.

  • Mineração e siderurgia. Proteção de diques, canaletas e bacias de contenção expostos a polpas minerais, lama e efluentes com particulados, quando é preciso considerar abrasão, erosão e ataque químico.
  • Setor sucroenergético e bioenergia. Proteção de estruturas sujeitas a respingos, vazamentos e contato com fluidos agressivos, considerando as temperaturas e características químicas específicas de cada processo.
  • Indústria química e petroquímica. Revestimento de bacias de contenção de tanques, áreas de processo e carregamento expostas a ácidos, solventes, bases e outros produtos químicos agressivos, desde que a compatibilidade seja previamente verificada.
  • Papel e celulose. Proteção de diques e canaletas próximos a áreas de processo e tratamento de efluentes, especialmente onde há exposição a ambientes corrosivos.
  • Alimentos, bebidas e farmacêutica. Em aplicações que exigem requisitos sanitários específicos, o Plasteel Cerâmico Pintável Branco oferece superfície vitrificada e aprovação conforme as Resoluções 51 e 52 da ANVISA, devendo a aplicação ser compatível com as condições previstas na documentação técnica do produto.

Quais são as vantagens da fabricação nacional da Quimatic?

Escolher uma linha desenvolvida e produzida no Brasil traz benefícios logísticos para a manutenção industrial. A fabricação nacional reduz a dependência de importações e facilita o abastecimento e o planejamento de manutenção. A Quimatic também oferece suporte técnico para auxiliar na especificação dos produtos e nas condições de aplicação.

Para projetos que envolvem diques, bacias de contenção ou outros ativos industriais, a análise técnica ajuda a definir o produto, o preparo da superfície, a espessura e o procedimento de aplicação adequados.

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Como preparar o dique para receber o revestimento?

A preparação correta do substrato é essencial para garantir aderência, desempenho e durabilidade do sistema de proteção.

Protocolo de aplicação passo a passo

  1. Desengraxe e descontaminação. Remoção de óleos, graxas e contaminantes químicos com produtos adequados à condição da superfície.
  2. Tratamento do substrato. Em concreto e alvenaria, é preciso remover partes deterioradas, corrigir irregularidades e tratar as condições de porosidade e umidade antes da aplicação. Dependendo do sistema especificado, pode ser necessário utilizar primer ou selador adequado. Em superfícies metálicas, o método de preparação deve seguir o grau de limpeza e o perfil de rugosidade definidos para o revestimento.
  3. Controle das condições ambientais. Antes da aplicação, é preciso verificar temperatura do substrato, umidade e ponto de orvalho, conforme as recomendações técnicas do sistema. Esse controle ajuda a evitar problemas de aderência e formação de umidade sob o filme.
  4. Tratamento dos pontos críticos. Quinas, cantos, juntas, bordas e outras regiões de geometria complexa podem exigir procedimentos específicos de reforço, como stripe coat, quando previsto na especificação.
  5. Aplicação do revestimento. A escolha do método de aplicação, entre rolo, trincha, pincel, pistola convencional ou equipamento airless, depende do produto escolhido, da geometria da área e das especificações técnicas.
  6. Controle da espessura e inspeção. Durante e após a aplicação, é preciso verificar a espessura e a continuidade do revestimento com os instrumentos adequados ao sistema.

Quais instrumentos devem ser usados no controle de qualidade?

O controle da aplicação pode envolver diferentes instrumentos, de acordo com a especificação do revestimento.

O rugosímetro permite verificar o perfil de rugosidade criado na superfície metálica. O medidor de película úmida, também conhecido como pente, auxilia no controle da espessura durante a aplicação, enquanto o medidor de película seca permite verificar a espessura final do revestimento após a cura.

Quando aplicável ao sistema especificado, o Holiday Detector identifica descontinuidades, microfuros e pinholes que não são visíveis a olho nu. Assim, a inspeção permite localizar pontos que precisam de correção antes da liberação da estrutura para operação.

Manutenção planejada ou emergencial: por que proteger antes o dique?

Esperar o dique apresentar vazamento ou deterioração avançada para tomar providências pode aumentar o risco operacional, ambiental e financeiro.

Por outro lado, a manutenção planejada permite identificar fissuras, desgaste, corrosão ou perda de proteção antes que a estrutura precise cumprir sua função em uma emergência.

Além disso, reconstruir um dique pode envolver demolição, descarte de resíduos, execução de nova estrutura, tempo de cura e interrupções operacionais. Quando o substrato existente ainda apresenta condições de recuperação, o revestimento epóxi de alto desempenho é uma alternativa à reconstrução completa, desde que a condição estrutural seja previamente avaliada.

A escolha adequada do sistema também contribui para reduzir a frequência das intervenções e melhorar o custo do ciclo de vida do ativo.

Com mais de 60 soluções químicas para a indústria, muitas delas lançadas de forma pioneira no Brasil, a Quimatic desenvolve soluções para operações de manutenção industrial que exigem alto desempenho, praticidade e ótima relação custo-benefício. A empresa conta com laboratório próprio para pesquisa, desenvolvimento e testes, fabricação nacional e certificações ISO 9001 e Bureau Veritas, que atestam padrões globais de qualidade e processos.

Precisa proteger o dique de contenção da sua planta? Fale com a equipe técnica da Quimatic para avaliar a solução mais adequada à sua aplicação.

Perguntas frequentes sobre revestimento de diques de contenção

Qual é a diferença entre um tanque e um dique de contenção? O tanque é a estrutura primária projetada para armazenar ou processar diretamente os produtos líquidos da operação. Já o dique de contenção é a barreira de segurança construída ao redor dele para reter o fluido em situações de emergência, como vazamentos ou transbordamentos.

Qual é o melhor material para revestir um dique de contenção? Não existe uma solução única para todas as aplicações. Por isso, em estruturas de concreto ou alvenaria, o revestimento epóxi é uma alternativa de alto desempenho quando há necessidade de resistência química, impermeabilização e proteção contra corrosão. A escolha depende do fluido, concentração, temperatura, substrato e mecanismo de desgaste.

Fibra de vidro é melhor que epóxi para diques? Depende da aplicação. Sistemas laminados de fibra de vidro apresentam bom desempenho em determinadas condições, mas sua especificação deve considerar a combinação entre fibra, resina, espessura e método de aplicação. O revestimento epóxi apresenta vantagens quando se busca uma camada contínua e possibilidade de reparos localizados.

Poliureia é melhor que Plasteel? Não existe uma resposta universal. A poliureia é vantajosa quando a velocidade de cura é o principal requisito. Já os sistemas epóxi são mais adequados em aplicações que exigem resistência química, resistência térmica ou diferentes características de aderência e acabamento. A escolha deve considerar as condições reais de operação.

Aplicação e escolha do produto

É possível aplicar Plasteel diretamente sobre o concreto do dique? Sim, desde que o substrato esteja corretamente preparado. Além disso, é necessário avaliar umidade, porosidade, contaminação, resistência superficial e condições de aderência. Dependendo do sistema escolhido, pode ser necessário utilizar primer ou selador.

Todo dique antigo pode receber revestimento epóxi? Não. É necessária uma avaliação prévia. Se o concreto estiver estruturalmente comprometido ou apresentar contaminação que impeça a aderência, pode ser necessária a recomposição de áreas deterioradas ou até a reconstrução da estrutura antes do revestimento.

Qual Plasteel utilizar em diques com produtos químicos agressivos e alta temperatura? Para ambientes sujeitos a ataques químicos severos, o Plasteel Alta Resistência Química é uma opção a ser avaliada, com resistência de 90°C contínuos e 120°C intermitentes. Quando o processo combina ataque químico e temperaturas mais elevadas, o Plasteel Alta Temperatura suporta 200°C em regime contínuo e picos de até 250°C. É preciso confirmar a compatibilidade química para cada produto e concentração.

Qual revestimento utilizar em diques de indústrias alimentícias e farmacêuticas? O Plasteel Cerâmico Pintável Branco é uma opção destinada a aplicações que exigem requisitos sanitários específicos. O produto é atóxico e aprovado para contato com alimentos conforme as Resoluções 51 e 52 da ANVISA.

O que fazer quando o dique de concreto apresenta crateras ou desgaste profundo? É necessário recuperar previamente as regiões comprometidas. O Plasteel Cerâmico Espatulável reconstrói superfícies com desgastes profundos, cavidades e falhas antes da aplicação do revestimento final, conforme a especificação do sistema.

Controle de qualidade e suporte técnico

Como garantir a ausência de microfuros no revestimento do dique? Quando aplicável ao sistema, a inspeção com Holiday Detector identifica descontinuidades e pinholes, permitindo localizar e corrigir essas falhas antes da entrada em operação.

A Quimatic oferece suporte técnico para especificação de revestimentos para diques? Sim. A empresa oferece suporte técnico para auxiliar na escolha e aplicação dos produtos, considerando as características do substrato e as condições específicas de cada projeto.

Como escolher o revestimento epóxi para um dique de contenção? A especificação deve considerar principalmente o produto químico e sua concentração, temperatura de operação, substrato, mecanismo de desgaste e tempo disponível para manutenção. A partir dessas informações, é possível selecionar o sistema de revestimento mais adequado e definir o procedimento de preparação e aplicação.